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pm (trabalho de FISICA) part. 01

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pm (trabalho de FISICA) part. 01

Mensagem por Admin em Qua Nov 06, 2013 10:59 am

PM (POLÍCIA MILITAR)

 

Paraná (PR)

Piso (salário inicial): R$ 2.400,00

São Paulo (SP)

Piso: (salário inicial) R$ 2.242,38 mais R$ 497,60
de adicional de insalubridade


Rio de Janeiro (RJ)

Piso (salário inicial): R$ 1.450,00

Distrito Federal (DF)

Piso (salário inicial) : R$ 4.700,00

 

PM feminina

 

São Paulo

salário varia de R$ 1.231,72 a R$ 1.798,72.

 

PM feminina

São Paulo
salário varia de R$ 1.231,72 a R$ 1.798,72.

PROFISSÃO POLICIAL
A profissão de policial militar exige que ele trabalhe nas mais diversas condições, horários, ambientes e situações. O policial militar deve estar apto a relacionar-se educadamente com o cidadão comum, a usar força física para conter qualquer pessoa que se proponha a infringir a lei e, quando se fizer necessário, utilizar força letal para defender terceiros ou a si próprio.
Trata-se de uma profissão que envolve uma série de riscos, o policial militar está sujeito a lesões corporais, estresse, invalidez permanente e até mesmo morte durante o exercício de sua profissão. Assim sendo, é um trabalho que deve ser desejado por pessoas que possuam espírito público e que possam colocar a vida de outras pessoas em primeiro plano de maneira abnegada.
O policial militar também pode, se preciso, executar tarefas administrativas internas, tais como:
1- Auxiliar as relações públicas.
2- Trabalhar como auxiliar de serviços gerais (limpeza de quartéis, por exemplo); auxiliar de almoxarifado, tesouraria, arquivo, aprovisionamento, manutenção, do serviço de inteligência.
3- Trabalhar como digitador ou armeiro.
4- E outras atividades que sejam determinadas pelos seus superiores, respeitando regulamentos e leis.
Normalmente as atribuições do policial militar são executar o patrulhamento:
1. Ostensivo normal, rural e urbano.
2. De trânsito.
3. Florestal e de mananciais.
4. Rodoviário, nas rodovias estaduais.
5. Radio patrulha aérea e terrestre.
6. Garantir a segurança interna de estabelecimentos penais do Estado.
Dentre as principais responsabilidades de um policial militar podemos citar:
1. Possuir zelo pelo nome da instituição.
2. Cumprir e fazer com que as leis sejam cumpridas, as ordens, instruções e os regulamentos, sendo um profissional íntegro, leal e eficaz na hora de cumprir as funções que dizem respeito ao seu cargo.
3. Zelar pela disciplina e hierarquia.
4. Ser cuidadoso com os armamentos e equipamentos pertencentes à corporação.
Quando for preciso, cabe a este profissional:
1. Apoiar as ações da defesa civil.
2. Auxiliar em missões constitucionais o exército brasileiro.
3. Segurança pessoal de dignitários.
Em termos de conduta cabe ao policial militar, entre outras, ser justo e imparcial; amar a verdade e a responsabilidade como fundamentos da dignidade pessoal; respeitar a dignidade de qualquer cidadão; praticar permanentemente o espírito de cooperação; proceder de maneira ilibada, ou seja, sem manchas na vida pessoal e pública; acatar as autoridades civis; observar as normas de boa educação e não utilizar seu cargo para obter facilidades pessoais.

1

CONGRESSO INTERNACIONAL INTERDISCIPLINAR EM SOCIAIS E HUMANIDADES
Niterói RJ: ANINTER-SH/ PPGSD-UFF, 03 a 06 de Setembro de 2012, ISSN 2316-266X
IMPACTOS DA INSERÇÃO DE MULHERES EM OCUPAÇÕES CONSIDERADAS MASCULINAS: FRENTISTAS E POLICIAIS FEMININAS DE MONTES CLAROS – MG
FERREIRA, Maria da Luz Alves.
Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Social
Universidade Estadual de Montes Claros
mariadaluz@oi.com.br
Resumo
O texto tem como objetivo analisar os impactos da inserção de mulheres em profissões que são representadas como ocupações masculinas, como as frentistas e as policiais femininas, que exercem suas atividades na cidade de Montes Claros – MG. O intuito foi verificar como estas trabalhadoras representam e são representadas pelos colegas do sexo masculino, quanto às suas atividades profissionais. A perspectiva teórica que ampara este trabalho é oriunda de autores relacionados à Sociologia do trabalho e gênero. Quanto à perspectiva metodológica adotada, utilizaram-se as técnicas quantitativa e qualitativa, o que contribuiu para análises que possibilitaram conhecer as várias nuanças das relações sociais de gênero no contexto do trabalho. Os principais apontamentos concluintes foram que as mulheres apresentam ,visivelmente, níveis de escolaridade superiores aos dos homens e o paradoxo que se estabelece é que, ainda assim, persistem diferenças importantes de remuneração: os homens recebem salários mais altos do que as mulheres. Assim, pode-se inferir que, apesar dos avanços no mercado de trabalho, das mulheres terem acesso a atividades tradicionalmente tidas como masculinas, em relação às representações sociais, ainda há uma diferenciação entre homens e mulheres, fato que impacta a inserção das mulheres em ocupações “masculinas”.
Palavras-chave: trabalho feminino, relações sociais de gênero, ocupações masculinas e segregação ocupacional por sexo. 2

Abstract The text aims to analyze the impacts of inclusion of women in professions that are represented as male occupations such as service station attendants and female officers who exercise their activities in the city of Montes Claros - MG. The objective was to determine how these workers represent and are represented by male colleagues, and their professional activities. The theoretical perspective that supports this work the authors are related to sociology of work and gender. As a methodological approach adopted, we used the technique quantitative and qualitative technique, which contributed to analyzes that allowed knowing the various nuances of the social relations of gender in the workplace. The major points that came up was that women, visibly present levels of education than men and the paradox that is established is that still remain important differences in remuneration: men receive higher salaries than women. Thus, we can conclude that despite improvements in the labor market, women have access to activities traditionally viewed as male activities, in relation to social representations, there is a differentiation between men and women, a fact that impacts the inclusion of women in occupations taken as masculine.
Keywords: female labor, social relations of gender, male occupations and occupational segregation by sex.
INTRODUÇÃO
Este texto foi construído a partir dos resultados da pesquisa “Ainda precisamos avançar? Os impactos da inserção de mulheres em ocupações consideradas masculinas: as frentistas e as policiais femininas de Montes Claros – MG” e tem como objetivo analisar os impactos da inserção de mulheres em profissões que são representadas como ocupações masculinas. O intuito é de verificar como as policiais femininas e as frentistas que trabalham nos postos de combustíveis da cidade, representam e são representadas pelos colegas do sexo oposto, quanto às suas atividades profissionais, bem como se, no imaginário dos referidos trabalhadores – homens e mulheres – está havendo uma invasão do território masculino (na Polícia Militar e nos postos de combustíveis) por parte das policiais femininas e frentistas.
A perspectiva teórica utilizada
Os estudos de gênero 3

A partir do final dos anos 80, uma nova terminologia passou a ser utilizada nos estudos sobre a mulher: estudo de gênero. Suárez (2000) situou a categoria gênero entre os polos do essencialismo biológico e do construcionismo social, não optando pela defesa de um ou do outro. Para ela, a literatura em temática optou pela desconstrução do conceito de sexo (como diferença sexual), em favor da construção social do sexo. Assim, o biológico é o primeiro dado e serve para classificar os seres humanos como machos ou fêmeas. Já a construção social, a identidade do gênero masculino e do feminino dependerá de cada cultura. Então, ser homem ou ser mulher não se reduz apenas aos caracteres sexuais, mas, fundamentalmente, a uma série de atributos morais e comportamentais que são socialmente produzidos e compartilhados.
As desigualdades de gênero no contexto do trabalho
Foi, sobretudo a partir da década de 70, marco do crescimento da força de trabalho feminina, que a Sociologia do Trabalho incorporou em suas pesquisas a temática da divisão sexual do trabalho e a discussão sobre a divisão social do trabalho. A partir de então, o trabalho deixa de ser um elemento sem sexo, para se transformar em uma categoria sexuada, ou, como define Souza-Lobo (1991), de dois sexos distintos.
Até o presente momento, as discussões em torno da temática do trabalho feminino, apesar de destacarem a importância da variável sexo como elemento na divisão do trabalho, reforçavam o argumento da diferença biológica e naturalizante como fator determinante das relações de trabalho entre homens e mulheres e, consequentemente, afirmavam a inferioridade da mulher no mercado de trabalho (Bruschini, 1997).
Nas últimas décadas, as análises em torno da divisão sexual do trabalho têm incorporado a dimensão do gênero. Esta incorporação apresenta um efeito desmistificador da divisão do trabalho, como uma questão meramente econômica, dividida entre os sexos - masculino e feminino - assumindo que é, além de tudo, uma dimensão simbólica e cultural que só poderá ser satisfatoriamente explicada a partir do uso da categoria gênero.
Em relação ao mercado de trabalho, um aspecto importante é a mudança no conceito do trabalho que, antes dos anos 70, era entendido apenas como trabalho remunerado ou produtor de bens alocáveis ao mercado. Com a incorporação da atividade doméstica, também como categoria analítica, ocorreu a ampliação do debate sobre as várias interfaces do trabalho, ou seja, trabalho realizado para o mercado, trabalho realizado no espaço doméstico, trabalho de homens e trabalho de mulheres. 4

As discussões na Sociologia do Trabalho passaram a ser feitas em torno de questões como a construção de identidades pelo trabalho, que configurou o trabalho feminino com menor valor real e simbólico em relação ao masculino e também a oposição masculino-feminino. A partir de então, o mercado de trabalho passou a retratar as discriminações sofridas pelas mulheres na esfera pública, incentivando, apesar de algumas mudanças, a persistência da diferença entre o trabalho de homens e mulheres.
Com a inserção das trabalhadoras no mercado, a tendência verificada é a de segregar as mulheres em determinados setores industriais e em algumas ocupações específicas. Por exercerem, na maioria das vezes, funções definidas como menos qualificadas, as mulheres percebem um rendimento menor, sendo sempre mantidas, hierarquicamente, em posição inferior à dos homens e, geralmente, em condições precárias de trabalho. O que se verifica é que, embora as mulheres tenham ocupado determinados espaços importantes, em termos de rendimentos, isso não traduz em alteração. Pois, como afirma Bruschini (1997), a tendência no Brasil é pela persistência das desigualdades salariais entre os sexos.
Com relação à precariedade do trabalho feminino, um aspecto a ser destacado é que, com as mudanças no mundo do trabalho decorrentes da especialização flexível, as mulheres têm sido requisitadas (mais do que os homens) para executarem atividades que exigem habilidades naturalizadas (ligadas aos saberes femininos), como destreza manual, atenção a detalhes e paciência para realizar trabalhos repetitivos. Entretanto, essas habilidades não são consideradas como qualificação, fazendo com que as trabalhadoras continuem sendo submetidas a salários inferiores aos dos homens.
Pesquisas mais recentes, sobre trabalho de mulheres enfatizam o substancial crescimento do ingresso da força de trabalho feminina nos postos de trabalho, mesmo que não caracterize mais uma alternância, devido à interrupção da carreira profissional da mulher, em função da maternidade e retorno após o crescimento dos filhos. Não tem havido, entretanto, mudanças na forma como as mulheres se inserem no mercado, muito menos transformações no sentido de promover a igualdade salarial entre as profissões masculinas e femininas. Verifica-se a presença massiva de mulheres em condições de trabalho precário, sem carteira assinada e com instabilidade no trabalho.
Na verdade, o que se verifica é um paradoxo: por um lado, uma tendência inovadora, que é a conquista de melhores empregos pelas mulheres com maior escolaridade; por outro lado, a predominância dos guetos femininos, ou seja, “ocupações com elevada concentração de 5

mulheres, bem como de desigualdades salariais entre os trabalhadores de ambos os sexos, mesmo nos bons empregos” (Bruschini e Lombarde, 2003, p.323).
Hirata (1998) defende a tese de que a baixa valorização do trabalho da mulher em relação ao trabalho do homem é relacionada a dois fatores interligados: a divisão sexual do trabalho e as relações sociais entre os gêneros. Sobre a divisão sexual do trabalho, a autora afirma que os homens, ao se representarem e serem representados como os principais executores de outras atividades produtoras de rendimentos, são dispensados do trabalho doméstico; já as mulheres, por desejarem e/ou necessitarem ingressar no mercado de trabalho, têm que fazer a articulação com o trabalho doméstico.
Para Bruschini e Lombardi (2003), os fatores explicativos do aumento da contratação da mão-de-obra feminina são as mudanças ocorridas no país, sobretudo, depois dos anos 70, e que podem ser compreendidas pelas transformações de ordem demográfica, social e cultural, que afetaram não só as mulheres, mas o conjunto das famílias.
As autoras enumeram alguns fatores explicativos em relação à participação das mulheres no mercado de trabalho:
1. A queda da fecundidade, que reduziu o número de filhos por mulher, nas cidades mais desenvolvidas, liberando as mulheres para os postos de trabalho;
2. A expansão da escolaridade (especialmente de cursos superiores), que viabilizou o acesso das mulheres ao mercado de trabalho em novas ocupações;
3. As transformações culturais nos valores relativos ao papel social da mulher, impactado pela atuação do movimento feminista;
4. A alteração da constituição da identidade feminina voltada para o trabalho produtivo, resultante da atuação das mulheres nos espaços públicos.

Para as autoras, o trabalho feminino é marcado por mudanças e persistências. Apontam como mudanças a alteração do perfil de trabalhadoras dos anos 1980, que era composto geralmente por jovens, solteiras e sem filhos, passando a ser integrado por mulheres mais velhas, casadas e com filhos.
Portanto, a responsabilidade de cuidar dos filhos, tradicionalmente reconhecida como atividade feminina, não se constitui mais em empecilho para o ingresso das mulheres nos postos de trabalho. A maior participação pode ser explicada tanto pela necessidade de complementar a renda familiar como pela elevação da escolaridade, que qualifica as mulheres para competirem no mercado, embora persistam ainda piores condições para o trabalho feminino. 6

Metodologia
No que tange à perspectiva metodológica adotada, a intenção foi combinar as técnicas quantitativa e qualitativa, o que contribuiu para análises que possibilitaram conhecer as várias nuanças das relações sociais de gênero no contexto do trabalho. Na parte quantitativa foi feito um levantamento do número de trabalhadores (homens e mulheres) que trabalham na Polícia Militar e nos postos de combustíveis de Montes Claros – MG.
Na parte qualitativa, foram realizados quatro grupos focais com homens e mulheres que trabalham como frentistas e como policiais na referida cidade. O roteiro para a realização dos grupos foi previamente elaborado e as questões versavam sobre aspectos relativos aos objetivos da pesquisa.
O mercado de trabalho em Montes Claros-MG a partir da análise de ocupações “masculinas” preenchidas por mulheres
As categorias utilizadas para analisar as dimensões de gênero dentro do mercado de trabalho e, sobretudo, as discrepâncias salariais e de condições de trabalho entre homens e mulheres foram operacionalizadas neste trabalho pela análise da situação de mulheres com ocupações consideradas masculinas.
O universo empírico da pesquisa foi constituído por policiais militares e frentistas de postos de combustíveis da cidade de Montes Claros-MG.1 No caso dos policiais, foram selecionadas casualmente pessoas do quadro efetivo da AISP 99 e no que respeita os frentistas, foi feito o levantamento de todos os postos e selecionados aqueles em que constam homens e mulheres trabalhando no atendimento ao público. Os dados ora apresentados e que recebem tratamento quantitativo,quando se trata de traçar o perfil dos entrevistados, foram coletados in loco, através de aplicação de questionário, em fase preliminar à realização da pesquisa qualitativa. Por não adotar, portanto, nenhuma espécie de amostragem probabilística, já que não se intenciona generalizações dos resultados obtidos, o critério de escolha dos sujeitos da pesquisa se deu de forma a proporcionar uma efetiva comparação em relação ao objetivo do estudo, qual seja averiguar as disparidades verificadas entre homens e mulheres no mercado de trabalho, especificamente com relação às mulheres que têm ocupações consideradas “masculinas”.
1 Não foram considerados os policiais nem os frentistas de todo o município de Montes Claros, mas apenas o que trabalham no perímetro urbano do município. 7
Profissão do entrevistado 67% 33% frentista policial Sexo do entrevistado 53% 47% homem mulher
GRÁFICO 1 – Profissão dos entrevistados
FONTE: Pesquisa de campo – Montes Claros/2010
No gráfico 1 é apresentado o universo de pesquisa, sendo 67% dos entrevistados frentistas – homens e mulheres que atuam no atendimento dos postos de fornecimento de combustíveis – e 33% policiais militares, de ambos os sexos, que integram a Área Integrada de Segurança Publica (AISP) 98. É posto que houvesse um equilíbrio quanto à participação de homens e mulheres na pesquisa, independente do grupo referenciado.
GRÁFICO 2 –Sexo dos entrevistados
FONTE: Pesquisa de campo – Montes Claros/2010
A participação da mulher no mercado de trabalho sofreu alterações consideráveis nos últimos tempos, sobretudo na década de 1970. Uma questão que merece relevo é que essa inserção não faz com que a mulheres deixem de desempenhar suas funções como mães, donas de casa e principais responsáveis pela administração do lar. Isso pode explicar, ao menos em parte, a complexidade da participação da mulher no mercado do trabalho em comparação com os 8
Efetivo policial militar da região sudeste por genêro (2002) 6.802 34271 36.709 78.517 548 2429 1.517 8.406 0 20.000 40.000 60.000 80.000 100.000 ES MG RJ SP Homens Mulheres Escolaridade 5,611,1 52,8 19,4 2,8 8,3 0 10 20 30 40 50 60 Fundamental Médio incompleto Médio completo Superior incomp. Superior completo Especialização ou mais Grau de instrução (%) Série1
homens. O pressuposto de que o número de mulheres no mercado de trabalho tem aumentado é confirmado pelo efetivo policial, como demonstrado pelo gráfico 3.
GRÁFICO 3 – Efetivo policial militar da região sudeste por gênero 2002
Fonte: Adaptado de Musumeci e Soares, 2004.
Quando se trata da construção de parâmetros que retratem as nuanças da desigualdade de gênero com relação ao mercado de trabalho, a variável educação é tida como parâmetro central para se estabelecer as possíveis relações. Na faixa de nível de escolaridade mais baixa não há nenhuma mulher. Todas, portanto, têm escolaridade superior nessa faixa e entre os homens, 10,5% têm ensino fundamental. No nível médio, é possível perceber que não existe grande discrepância entre homens e mulheres. Com ensino médio incompleto, homens e mulheres perfazem 10,5% e 11,8% respectivamente. Com médio completo, há 47% das mulheres e 57.9% dos homens. Quando se trata de ensino superior, 35% das mulheres encontram-se cursando algum curso e apenas cerca de 5% dos homens estão matriculados nesse nível. Com o curso superior completo, no entanto, não há nenhuma mulher avançando para pós-graduação, há 10,5% e 5,9% dos homens e mulheres como consta no gráfico 3.
GRÁFICO 4 – Escolaridade dos entrevistados 9
Escolaridade10,510,557,95,35,310,511,847,135,35,9010203040506070FundamentalMédio incompletoMédio completoSuperior incomp.Superior completoEspecialização ou maisMédio incompletoHomenMulher
FONTE: Pesquisa de campo – Montes Claros/2010
Os dados do estudo apresentam a mesma tendência dos dados referentes a todo o país: a verificação de melhores condições das mulheres em relação aos homens em todos os indicadores educacionais. (IPEA, 2008). A questão a ser ressaltada nesse sentido é que a vantagem das mulheres na educação não se traduz em maior ocupação no mercado de trabalho, postos mais qualificados e maiores salários. As intensas disparidades, nesse sentido, evidenciam que o aumento do nível de escolaridade das mulheres não se reverteu em aumento de salários. Mesmo com 15 anos ou mais de escolaridade, os salários das mulheres representam apenas 61% dos salários dos homens (idem).
Ao se comparar escolaridade sobre a ótica da divisão sexual, o que se percebe é uma maioria masculina em quase todos os segmentos, exceto no nível superior onde o percentual feminino chega a ser 6 vezes maior que o masculino.
GRÁFICO 5 – Escolaridade dos entrevistados
FONTE: Pesquisa de campo – Montes Claros/2010
Quanto ao estado civil, nota-se uma maioria de solteiros, representando 55% do universo de pesquisa. Apenas 3% declaram união estável e 42% são casados – o que mostra uma equivalência relativa entre solteiros e casados. 10
Estado Civil 55% 42% 3% Solteiro(a) Casado (a) União estável Se casado, o companheiro tem a mesma profissão 14% 44% 42% Sim Não Não se aplica
GRÁFICO 6 – Estado civil dos entrevistados
FONTE: Pesquisa de campo – Montes Claros/2010
Na comparação feita entre sexo e estado civil dos entrevistados o que se apresenta é um número muito maior de mulheres solteiras, representando 70,6% das mulheres da amostra. Quanto aos homens, os casados são maioria apresentando 52,6% dos homens da amostra. Os homens que declararam ter união estável representam 5,3% do total de homens.
Este gráfico representa uma variável dependente da apresentada acima, onde o grupo que declara ser casado aponta se o(a) companheiro (a) tem a mesma profissão. Destes, 44% não compartilham a mesma profissão com seus(uas) companheiros (as) e 14% tem a profissão em comum.
GRÁFICO 7 – Profisão dos companheiros dos entrevistados
FONTE: Pesquisa de campo – Montes Claros/2010
Em relação ao tempo de trabalho na profissão pesquisada – frentistas e policiais, a maioria declara ter entre 1 a 5 anos de atuação. É notado também que uma parcela representativa tem entre 5 ou mais anos de atuação na profissão atual, sendo 36,1%. 11
Tempo de profissão27,836,122,213,90510152025303540Menos de 1 anoMais de 1 a 5 anosMais de 5 a 10anosMais de 10 anos
GRÁFICO 9 – Tempo de Profissão dos entrevistados
FONTE: Pesquisa de campo – Montes Claros/2010
Quanto à ocupação anterior dos entrevistados, a categoria frentista apresenta uma maior variedade de profissões, enquanto nos policiais militares, o que se evidencia é que 50% da amostra não exerceram outra ocupação, enquanto apenas 33% dos frentistas não declaram uma ocupação anterior.
Uma variável considerada para o estudo de disparidade entre homens e mulheres é a ocupação de cargo de chefia. Nos casos analisados, nenhuma mulher, nem policial nem frentista está nessa condição, ao passo que 15% dos homens entrevistas exercem funções de chefia.
Um contraponto que pode ser considerado em relação à ocupação de cargo de chefia é o trabalho doméstico remunerado. Essas ocupações geralmente possuem baixo valor social e são predominantemente de mulheres. Entre a população masculina ocupada, apenas 0,9% de homens exerciam trabalho doméstico remunerado em 2006 no Brasil. Em contrapartida, 16,5% de mulheres exerciam esse tipo de trabalho. Desta forma, é possível afirmar que o trabalho doméstico remunerado ainda se constitui como um espaço de atuação predominantemente de mulheres no Brasil. (IPEA, 2008). As mulheres, portanto, ainda são mais relacionadas ao trabalho doméstico e na produção para próprio consumo e trabalho não remunerado, enquanto os homens ocupam mais postos com carteira de trabalho assinada e de empregador.
Dos profissionais entrevistados, apenas 8% declaram ocupar cargo de chefia. A grande maioria, 92% dos entrevistados, não exerce função de chefia. 12
Ocupa cargo de chefia8%92%SimNão
GRÁFICO 11 – Ocupação de cargo de chefia
FONTE: Pesquisa de campo – Montes Claros/2010
A mulher, ao longo da história, tem ocupado setores no mercado de trabalho que são definidos com sendo majoritariamente femininos, como saúde, principalmente a enfermagem e a educação, por exemplo. Essas ocupações estão relacionadas à dimensão do cotidiano doméstico das mulheres que cuidam dos filhos e administram a casa em geral. Nesses casos, ou seja, nas áreas em que as mulheres são mais presentes, elas chegam a ter uma renda média 25% superior a dos homens. Por outro lado, em se tratando de áreas em que são maioria, os homens chegam a ganhar até 70% a mais do que as mulheres. (IBGE, 2006). Isso indica que a desigualdade de renda apresenta duas faces: elas são verificadas entre as carreiras e dentro das carreiras. Em ambientes profissionais com maioria de homens, as mulheres, via de regra, ocupam posições mais baixas e subordinadas; e, consequentemente, recebem salários inferiores.
A média de renda dos homens é de R$ 1.463,15, enquanto que a das mulheres é R$ 1.078,76. É importante ressaltar que as rendas foram consideradas em conjunto, o que justifica um alto desvio padrão, já que a renda de policiais é, consideravelmente, superior à dos frentistas.
Quadro 6 - Média de renda dos(as) policiais e frentistas por sexo Homem Mulher
Renda familiar Renda pessoal Renda familiar Renda pessoal
Média 1867,89 1463,15 2270,58 1078,76

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