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Planeta Plutão

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Planeta Plutão

Mensagem por Admin em Sex Ago 29, 2014 3:43 pm

PLUTÃO
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   Conhecido, durante muito tempo, desde a sua descoberta em 1930, como o menor, mais frio e distante planeta do Sol.
   Em  24 de Agosto de 2006, a União Astronômnica Internacional (UAI)  formalmente acrescentou uma nova classificação para os planetas do Sistema Solar.
   Planeta Anão
   De acordo com as novas regras, um planeta deve satisfazer três critérios: ele deve orbitar o Sol, ele deve ser grande o suficiente para a gravidade moldá-lo dentro da forma de uma bola e sua vizinhança orbital deve estar livre de outros objetos. A partir de 24 de Agosto de 2006, Plutão deixa de ser classificado como planeta e passa a ser denominado como Plantea Anão.
   Plutóide
Em 11 de Junho de 2008  a União Astronômica Internacional decidiu que objetos além da órbita de Netuno, com as características de composição por "gêlo" e que tenham a forma esférica passem a ser designados por plutóides.    
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Histórico

Sua descoberta foi semelhante à de Netuno. Foi descoberto por cálculos matemáticos, através das pequenas perturbações existentes nas órbitas de Urano e Netuno. A primeira imagem visual dele foi obitida através da comparação de fotografias em 18 de fevereiro de 1930. Esse planeta anão pode ser detectado por muitos instrumentos, inclusive por telescópios amadores com o uso de processos fotográficos especiais. Durante um período de cerca de vinte anos, existe uma facilidade de sua observação: é por causa da grande excentricidade de sua órbita. De 1989 até 14 de março de 1999 sua distância foi menor que a do planeta Netuno. Essa aproximação aumentou sua luminosidade em até oito vezes.
A partir dos anos 70 é que se obteve dados sobre a superfície desse planeta anão. Foi detectada a presença de metano congelado a uma temperatura de -210°C e uma fina camada atmosférica supostamente de metano gasoso. Seu tamanho é inferior ao da Lua.
Recentemente mais dois satélites  foram descobertos ao redor de Plutão: são eles Hidra e Nix.  Eles foram confirmados por astrônomos empregando o Telescópio Espacial Hubble da NASA em Maio de 2005 e receberam inicialmente os nomes provisórios de S/2005 P1 e S/2005 P2.
Por ser um planeta anão do Sistema Solar com o menor número de informações, a NASA estava  programando para 2001 o lançamento do Expresso para Plutão (Pluto Express), uma sonda pequena para estudá-lo. Esse projeto foi cancelado e substituído pela Sonda Novos Horizontes  lançada em Janeiro de 2006 e deverá estar próxima de Plutão no ano 2015.

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Caronte - O Primeiro satélite de Plutão
   Em 1978 foi descoberto um satélite de Plutão  por James W. Christy, cientista do Observatório Naval dos Estados Unidos, no dia 2 de julho de 1978. Este foi batizado com o nome de Caronte. Uma série de fotos revelam que sua translação é cerca de 6,39 dias, que parece coincidir com a rotação do planeta anão. Se confirmada, essa coincidência será única no Sistema Solar, ou seja, o satélite nunca nasce nem se põe.
   

Imagem da descoberta de Caronte
Referência: http://pluto.jhuapl.edu/science/everything_pluto/3_discovery_charon.html

Isso permitiu melhores medidas a respeito de Plutão e Caronte após uma série de eclipses entre eles no ano de 1985. Plutão tem um diâmetro de 2360 km e o satelite Caronte tem um diâmetro  de 1210 km.
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Os Novos Satélites descobertos em 2005

Credito da imagem:
M. Mutchler (STScI), A. Stern (SwRI), e HST Pluto Companion Search Team, ESA, NASA
Referência:http://antwrp.gsfc.nasa.gov/apod/ap060624.html

  Dois satélites foram  descobertos pelo Telescópio Espacial Hubble entre os dia 15 e 18 de Maio de 2005, os quais foram inicialmente designados por  S/2005 P1 e S/2005 P2. Esses dois novos satélites foram batizados com o nome de Nix e Hidra respectivamente. Eles são pequenos, com um tamanho entre 40 a 160 quilometros. Os nomes foram tirados da  mitologia: Nix é a deusa da escuridão e mãe de Caronte o barqueiro que conduz as almas pelo rio Archeron. Hidra é o monstro de nove cabeças  e por coincidência N e H são as iniciais da Sonda Novos Horizontes .

Esses dois satélites apresentam um brilho cerca de 5000 vezes menor que o de Plutão e Caronte

Os pesquisadores associados à descoberta  desses dois satélites são: Max Mutchler, Space Telescope Science Institute; Marc W. Buie, Lowell Observatory, Flagstaff, Arizona; William J. Merline, John R. Spencer, Eliot Y. Young,  Andrew Steffl  e Leslie A. Young, Southwest Research Institute, e Hal Weaver, Johns Hopkins Applied Physics Laboratory e Alan Stern do Southwest Research Institute, Boulder, Colorado
Descobertos e nomeados mais dois novos satélites de Plutão

Os nomes dos dois novos satélites de Plutão
( http://apod.nasa.gov/apod/ap130708.html )
Kerberos
Descoberta:
Kerberos foi descoberto em 28 de junho de 2011 por uma equipe liderada por Mark Showalter usando o Telescópio Espacial Hubble. Foi confirmado em posteriores fotos do Hubble tiradas em 3 de Julho e 18 de Julho. A lua não foi vista em imagens anteriores do Hubble porque os tempos de exposição eram mais curtos. Estimativa do tamanho 20 km de diâmetro.
Como Kerberos tem o seu nome:
Originalmente designada S/2011 (134340) 1 (e, por vezes referido como P4), Kerberos é o nome do cão de três cabeças da mitologia grega. Todas as luas de Plutão são nomeados por figuras mitológicas associadas ao submundo.
Disponível: http://solarsystem.nasa.gov/planets/profile.cfm?Object=Plu_S2011P1
http://en.wikipedia.org/wiki/Kerberos_(moon)

Stix
Descoberta:
Styx foi descoberto em 26 de Junho de 2012 por uma equipe liderada por Mark Showalter usando o Telescópio Espacial Hubble. Estimativa do tamanho 20 km de diâmetro.
Como Styx tem o seu nome:
Originalmente designada S/2012 (134340) 1 (e, por vezes referido como P5), Styx é nomeado para o mitológico rio que separa o mundo dos vivos do reino dos mortos. Todas as luas de Plutão são nomeados por figuras mitológicas associadas ao submundo.
Disponível: http://solarsystem.nasa.gov/planets/profile.cfm?Object=Plu_S20121343401P5
http://en.wikipedia.org/wiki/Styx_(moon)

Plutão  antes era considerado o nono planeta do sistema solar. Mas, depois de muita discussão no meio científico ele foi rebaixado à categoria de “planeta anão” e o sistema solar passou a ter apenas 8 planetas oficiais.
O rebaixamento de plutão foi decidido por uma resolução da União Astronômica Internacional (IAU, na sigla em inglês), que passou a definir “planeta” como sendo “... um corpo celestial que: (a) está em órbita ao redor do Sol, (b) tem massa suficiente para que sua auto-gravidade relacionada com as forças de corpo rígido permitam que ele assuma uma forma em equilíbrio hidrostático (forma arredondada) e, (c) tem limpa a vizinhança ao longo de sua órbita.”. Acontece que plutão não atende este último item.
O planeta anão leva 6,4 dias terrestres para dar uma volta em torno de si mesmo, 248 anos terrestres para dar uma volta em torno do sol e completar sua órbita. Aliás, a órbita de plutão é a que apresenta a maior excentricidade de todas, durante 20 anos dos 248 de sua órbita ele fica mais próximo do sol do que Netuno  devido ao fato de sua órbita ser elíptica. Outro fato interessante é que a órbita de plutão passa pela de netuno em determinado período de seu trajeto, quando ambos percorrem a mesma órbita em torno do sol e, ainda, a órbita de plutão está inclinada cerca de 17º com relação à órbita dos outros planetas do sistema solar.
Mas Plutão não é o único planeta anão do sistema solar, temos ainda Ceres, que já foi considerado o quinto planeta em distância do sol, e Éris, localizado numa região conhecida como Cinturão de Kuiper, além do sistema solar. Entretanto, se relacionado a Plutão já existem controvérsias, quando falamos de Ceres e Éris então, aí é que fica mais difícil ainda chegar a um acordo.

Plutão tem três satélites: Caronte, Hidra e Nix. Caronte é o que está mais perto de plutão e por coincidência sua translação é de 6,39 dias, exatamente o período de rotação de plutão.
Plutão, pelo que se sabe, é formado por gelo de metano em sua superfície e sua fina atmosfera, também composta por metano só que em forma de gás, só existe quando ele está relativamente próximo do sol. Quanto mais ele se afasta do sol, sua atmosfera congela chegando mesmo a cair sobre o planeta sobre a forma de gelo nos períodos em que ele está mais longe do sol.
Caronte, sua principal lua, tem uma composição diferente, ela é formada por água congelada e como sua órbita está presa a força gravitacional de plutão, ela nunca nasce ou se põe, pois ambas estão sempre com o mesmo hemisfério voltado um para o outro.
Plutão orbita além da órbita de Netuno (geralmente). Ele é muito menor que qualquer um dos planetas oficiais e agora é classificado de "planeta anão". Plutão é menor que sete das luas do sistema solar (a Lua, Io, Europa, Ganymede, Callisto, Titan e Triton).
órbita:    5.913.520.000 km (39,5 AU) desde o Sol (média)
diâmetro:  2.274 km
massa:     1,27 x 1022 kg
Na mitologia Romana, Plutão (Grego: Hades) é o deus do inferno. O planeta recebeu este nome (após muitas outras sugestões) talvez porque ele é tão longe do Sol que está em escuridão perpétua e talvez porque "PL" sejam as iniciais de Percival Lowell.
  Plutão foi descoberto em 1930 por um feliz acidente. Cálculos que depois se mostraram estar errados tinham previsto um planeta além de Netuno, baseados nos movimentos de Urano e Netuno. Sem saber deste erro, Clyde W. Tombaugh do Observatório Lowell no Arizona fez uma busca muito cuidadosa do céu que acabou por descobrir Plutão.
  Após a descoberta de Plutão, foi rapidamente determinado que Plutão era pequeno demais para ser responsável pela discrepância nas órbitas dos outros planetas. A busca do Planeta X continuou mas nada foi encontrado. E é provável que isto jamais acontecerá: as discrepâncias desaparecem se a massa de Netuno determinada pelo encontro da Voyager 2 com o planeta for usada. Não há décimo planeta. mas isto não significa que não há outros objetos lá, só que não há nada relativamente tão grande e perto como o Planeta X deveria ser. De fato, hoje sabemos que existe um grande número de pequenos objetos no Cinturão Kuiper além da órbita de Netuno, alguns aproximadamente do tamanho de Plutão.
  Plutão é o único planeta que não foi visitado por uma espaçonave. Nem o Hubble Space Telescope pode resolver mais do que as maiores estruturas da sua superfície (esquerda e acima). Uma espaçonave chamada New Horizons (Novos Horizontes) foi lançada em janeiro de 2006. Se tudo correr bem ela chegará a Plutão em 2015.
  Felizmente, Plutão tem um satélite, Charon. Por muita sorte, Charon foi descoberto (em 1978) pouco depois do seu plano orbital mover-se para uma posição mais interior do sistema solar. Foi possível então observar muitos trânsitos de Plutão sobre Charon e vice versa. Através de cálculos de que porção de que planeta seria coberto em que ocasião, e observando as curvas de brilho, os astrônomos puderam construir um mapa grosseiro das área de luz e sombra dos dois corpos.
No final de 2005, uma equipe usando o Telescópio Espacial Hubble descobriu duas minúsculas luas adicionais orbitando Plutão. Provisoriamente chamados de S/2005 P1 e S/2005 P2, eles agora são conhecidos com Nyx E Hydra. Estima-se que eles tenham entre 50 e 60 quilômertos de diâmetro.
  O raio de Plutão não é bem conhecido. O valor do JPL de 1.137 é dado com um erro de +/- 8, quase um porcento.
  Embora a soma das massas de Plutão e Charon seja muito bem conhecida muito bem (ela pode ser determinada por cuidadosas medidas do período e raio de Charon e física básica) as massas individuais de Plutão e Charon são difíceis de determinar pois requer determinar o movimento mútuo em torno do centro de massa do sistema que necessita medidas muito mais precisas -- eles são tão pequenos e distantes que mesmo o HST tem dificuldade. A relação entre suas massas é provavelmente algo em torno de 0,084 e 0,157; mais observações estão a caminho mas não conseguirão dados muito precisos até que uma espaçonave seja enviada.
  Plutão é o segundo corpo com mais contraste no Sistema Solar (depois de Iapetus).
  Até bem recentemente havia uma considerável controvérsia sobre a classificação de Plutão. Ele foi classificado como o nono planeta logo após ter sido descoberto e permaneceu assim por 75 anos. Mas em 24 de agosto de 2006 a UAI decidiu por uma nova definição de "planeta" na qual Plutão não se encaixa. Plutão agora é classificado como um "planeta anão", uma classe distinta de "planeta". Embora isto possa ser controverso no início (e certamente causa confusão com o nome deste website) esperamos que isto termine de vez com o debate sobre o status de Plutão e que daqui para diante só haja preocupação de descobrir sua natureza física e sua história.
Plutão recebeu o número 134340 no catálogo de planetas menores.
  A órbita de Plutão é altamente excêntrica. Há épocas em que ele está mais perto do Sol do que Netuno (como ficou de Janeiro de 1979 até Fevereiro de 1999). Plutão gira na direção oposta à maioria dos planetas.
  Plutão está o unido em uma ressonância 3:2 com Netuno; quer dizer o período orbital de Plutão é exatamente uma vez e meia maior que o de Netuno. Sua inclinação orbital é também muito maior que a dos outros planetas. Embora pareça que a órbita de Plutão cruza com a de Netuno, isto realmente não acontece e eles nunca irão colidir. (Veja aqui uma explicação mais detalhada.)
  Como Urano, o plano do equador de Plutão está quase em ângulo reto com o plano de sua órbita.
  A temperatura da superfície de Plutão varia entre -235 e -210º C (38 a 63 K). As regiões "mais quentes" a grosso modo correspondem às regiões que aparecem como mais escuras na luz visível.
  A composição de Plutão é desconhecida, mas sua densidade (cerca de 2 gm/cm³) indica que há uma mistura de 70% de rocha e 30% de gêlo de água assim como Triton. As áreas brilhantes na superfície parecem ser cobertas com gelos de nitrogênio com pequenas quantidades de metano (sólido), etano e monóxido de carbono. A composição das áreas escuras da superfície de Plutão são desconhecidas mas podem ser devido a material orgânico primordial ou reações fotoquímicas geradas pelos raios cósmicos.
  Pouco é sabido sobre a atmosfera de Plutão, mas ela é provavelmente constituída de nitrogênio com um pouco de monóxido de carbono e metano. Ela é extremamente tênue, sendo a pressão da superfície somente de alguns microbars. A atmosfera de Plutão pode existir como um gás somente quando Plutão está próximo ao seu periélio; na maior parte do lonogo ano de Plutão, os gases atmosféricos estão congelados no gelo. Próximo ao periélio, é provável que alguma parte da atmosfera esacape para o espaço talvez mesmo interaja com Charon. Os projetistas da missão da NASA querem chegar até Plutão enquanto a atmosfera ainda está descongelada.
  A natureza pouco comum da órbita de Plutão e Triton e a similaridade de propriedades entre Plutão e Triton sugere alguma conexão histórica entre eles. Chegou a se pensar que Plutão pudesse ter sido algum dia um satélite de Netuno, mas isto agora parece improvável. Uma idéia mais popular é que Triton, como Plutão, em alguma época moveu-se em uma órbita independente ao redor do Sol e foi mais tarde capturado por Netuno. Talvez Triton, Plutão e Charon sejam os únicos membros remanescentes de uma grande classse de objetos similares cujo restante foi ejetado para a Nuvem de Oort. Como a Lua da Terra , Charon pode ser o resultado de uma colisão entre Plutão e outro corpo.
  Plutão pode ser visto com um telescópio amador mas não é fácil. Existem vários Web sites que mostram a posição atual de Plutão (e dos outros planetas) no céu, mas cartas muito mais detalhadas e observações cuidadosas de vários meses podem ser necessárias para encontrá-lo. Cartas adequadas podem ser criadas com muitos programas planetários como o Starry Night.

CHARON

  Charon ( "KAIR en"  ) é o maior satélite de Plutão:
órbita:    19.640 km de Plutão
diâmetro:  1.206 km
massa:     1,52 x 1021 kg
  Charon foi batizado com o nome da figura mitológica que transportava os mortos que cruzavam o Rio Acheron em Hades (o inferno).
(Embora oficialmente batizado com o nome da figura mitológica, o descobridor de Charon estava também batizando em homenagem a sua esposa, Charlene.
  Charon foi descoberto em 1978 por Jim Christy. Antes disso imaginava-se que Plutão era maior já que as imagens de Charon e Plutão eram confusas e eles pareciam um corpo só.
  Charon é diferente pois ela é a maior lua em relação ao planeta que orbita no Sistema Solar (um título que já pertenceu à Lua da Terra). Alguns preferem encarar Plutão/Charon como um planeta duplo ao invés de planeta e lua.
  O raio de Charon não é bem conhecido. O valor de 586 do JPL tem uma margem de erro de +/- 13, mais que 2 porcento. Sua massa e densidade também são pouco conhecidas.
  Plutão e Charon são também únicos pelo fato de que não só Charon gira síncronamente mas Plutão também o faz: ambos mantém sempre a mesma face virada para o outro. (Isto faz com que as fases de Charon vistas de Plutão sejam muito interessantes.)
  A composição de Charon é desconhecida, mas sua baixa densidade (cerca de 2 gm/cm³) indica que ela é similar às luas geladas de Saturn (ex.: Rhea). Sua superfície parece ser coberta de água congelada. Interessantemente, isto é completamente diferente de Plutão.
  Diferente de Plutão, Charon não tem grandes estruturas de albedo; embora elas possam ser tão pequenas que não puderam aparecer.
  Tem sido proposto que Charon foi formada por um impacto gigante similar àquele que formou a Lua da Terra.
  Duvida-se que Charon tenha uma atmosfera significativa.


Plutão

Plutão está normalmente mais longe do Sol do que qualquer dos outros planetas; no entanto, devido à excentricidade da sua órbita, está mais próximo do que Netuno durante 20 anos dos 249 da sua órbita.
Plutão é o único planeta que ainda não foi visitado por uma sonda, no entanto a existência de cada vez mais informações está a abrir-nos este planeta peculiar.
Ficha técnica:
Distância do Sol 5.913.520.000 km
Velocidade orbital média 4,74 km/s
Diâmetro equatorial 2.320 km
Área da superfície 17.000.000 km²
Massa 1.290×10²² kg
Temperatura à superfície -229 ºC
Translação 247,7 anos
Rotação 6,3 dias
A Superfície de Plutão
Consegue-se distinguir a superfície nunca anteriormente vista do planeta distante Plutão nestas fotos do Telescópio Espacial Hubble da NASA. Estas imagens, que foram obtidas em luz azul, mostram que Plutão é um objeto invulgarmente complexo, com mais contrastes em larga escala do que qualquer outro planeta, exceto a Terra. Plutão provavelmente mostra ainda mais contraste e talvez limites bem nítidos entre as áreas clara e escura do que visto aqui, mas a resolução do Hubble (tal como as vistas mais antigas de Marte) suavizam os contornos e juntam pequenas estruturas que estejam dentro de maiores.
Histórico
Conhecido, durante muito tempo desde a sua descoberta em 1930, como o menor, mais frio e o nono e mais distante planeta do Sol.
Esse planeta anão pode ser detectado por muitos instrumentos e, inclusive por telescópios amadores com o uso de processos fotográficos especiais. Durante um período de cerca de vinte anos, existe uma facilidade de sua observação: é por causa da grande excentricidade de sua órbita. De 1989 até 14 de março de 1999 sua distância foi menor que a do planeta Netuno. Essa aproximação aumentou sua luminosidade em até oito vezes.
A partir dos anos 70 é que se obtiveram dados sobre a superfície desse planeta anão. Foi detectada a presença de metano congelado a uma temperatura de -210°C e uma fina camada atmosférica supostamente de metano gasoso. Seu tamanho é inferior à Lua.
Recentemente mais dois satélites foram descobertos ao redor de Plutão: são eles Hidra e Nix. Eles foram confirmados por astrônomos empregando o Telescópio Espacial Hubble da NASA em Maio de 2005 e receberam inicialmente os nomes provisórios de S/2005 P1 e S/2005 P2.
Por ser um planeta anão do Sistema Solar com o menor número de informações, o interesse é tanto que a NASA estava programando para 2001 o lançamento do Expresso para Plutão (Pluto Express), uma sonda pequena para estudá-lo. Esse projeto foi cancelado e substituído pela Sonda Novos Horizontes lançada em Janeiro de 2006 e deverá estar próxima de Plutão no ano 2015.
Em 2006, uma nova definição para planetas e outros corpos celestes foi adotada e Plutão passou à categoria de planeta-anão.
A correta classificação de Plutão está em debate desde sua descoberta. Isso porque várias peculiaridades distinguem Plutão dos planetas clássicos.
Apesar de ficar na região dos planetas exteriores, ocupada por gigantes gasosos, Plutão é um objeto pequeno e denso, feito de rochas e gelo, mais parecido com os planetas telúricos.
As órbitas dos oito planetas são paralelas, como se todos girassem em cima de um disco. Por isso, eles formam uma fila indiana quando alinhados no mesmo lado do Sol. Plutão não é capaz de entrar em fila, pois sua órbita está inclinada em 17 graus em relação a esse disco.
Sua órbita em volta do Sol é mais elíptica, e enorme – cada volta no Sol demora 248 anos e, durante um período de 20 anos, ele troca de posição com Netuno, que se torna então o mais longínquo dos planetas. A última vez que isso aconteceu foi entre 1979 e 1999.
Alguns dos astrônomos que defendem Plutão como planeta-anão o consideram apenas mais um corpo celeste do Cinturão de Kuiper – uma região atrás da órbita de Netuno que contém vários corpos menores gelados.
Uma das teorias para o surgimento de Plutão é a de que ele teria sido uma lua de Netuno. Algum tipo de catástrofe cósmica fez com que se desgarrasse de Netuno, arremessando Plutão em uma órbita própria, que o trás, de vez em quando, para perto de seu planeta de origem.

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